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Folkcomunicação para exportação: Jack Draper III aproxima Brasil e Estados Unidos
Na quinta e última aula do curso “Iniciação à Folkcomunicação — Mídias, Culturas Populares e Outras Epistemologias”, pesquisador relacionou a teoria brasileira aos estudos culturais latino-americanos e apresentou diálogos com o forró, o cinema, o futebol e a diáspora africana A folkcomunicação pode ser uma “teoria de exportação” brasileira. A formulação foi apresentada pelo professor Jack A. Draper III, da University of Missouri, na quinta e última aula do curso “Iniciação à
Andriolli Costa
10 de ago.


“Eu precisava ir, olhar, perguntar e escutar”: Dan Zhou aproxima folclore e folkcomunicação
Em participação especial no curso “Iniciação à Folkcomunicação — Mídias, Culturas Populares e Outras Epistemologias”, pesquisadora chinesa apresentou uma jornada por diferentes tradições acadêmicas e explicou por que encontrou no Brasil uma perspectiva de resistência às hegemonias Uma pesquisa intercultural não se constrói apenas pela leitura de livros e artigos. É preciso viajar, observar, perguntar, escutar e aceitar que os sentidos encontrados em campo podem contrariar as
Andriolli Costa
10 de ago.


“Nossas histórias culturais não são tão diferentes”: Cristian Yáñez situa a folkcomunicação na América Latina
Na quarta aula do curso “Iniciação à Folkcomunicação — Mídias, Culturas Populares e Outras Epistemologias”, professor chileno aproximou as trajetórias da Comunicação e dos estudos do folclore no continente e defendeu ensino, traduções e pesquisas colaborativas para ampliar o diálogo latino-americano O desenvolvimento dos estudos de Comunicação e das pesquisas sobre folclore na América Latina ocorreu durante muito tempo em caminhos paralelos. Enquanto o primeiro campo se conce
Andriolli Costa
10 de ago.


“Pesquisar é um compromisso afetivo”: Flávio Santana discute etnografia e pesquisa-ação na folkcomunicação
No terceiro módulo do curso “Iniciação à Folkcomunicação — Mídias, Culturas Populares e Outras Epistemologias”, pesquisador defendeu proximidade, sensibilidade e participação como princípios para compreender os sistemas comunicacionais produzidos por grupos marginalizados Uma pesquisa em folkcomunicação começa antes da escolha de entrevistas, questionários ou técnicas de observação. Começa na relação que a pessoa pesquisadora estabelece com o fenômeno, com as comunidades e co
Andriolli Costa
10 de ago.


“O jornal é a festa, o ex-voto, o cordel”: Cristina Schmidt percorre o caminho da folkcomunicação à folkmídia
Na segunda aula do curso “Iniciação à Folkcomunicação — Mídias, Culturas Populares e Outras Epistemologias”, pesquisadora recuperou as matrizes de Luiz Beltrão, explicou as expansões da teoria e apresentou a trajetória de institucionalização da Rede Folkcom Uma festa pode funcionar como jornal. Um ex-voto pode tornar pública uma experiência, registrar uma graça alcançada e informar sobre as condições de vida de uma comunidade. Um folheto de cordel pode interpretar acontecimen
Andriolli Costa
10 de ago.


“A cidade não está morta”: Júnia Martins discute folkcomunicação, mídias marginais e transformação social
Na abertura do curso “Iniciação à Folkcomunicação — Mídias, Culturas Populares e Outras Epistemologias”, pesquisadora apresentou os fundamentos da teoria brasileira e analisou como grafites, pichações e lambe-lambes circulam entre os muros e as redes digitais A cidade não se resume ao deslocamento entre a casa e o trabalho, nem está condenada a ser apenas cenário de pressa, consumo e isolamento. Ela também é lugar de encontro, conflito, memória, criação e resistência. Foi a p
Andriolli Costa
10 de ago.


Diploma Marques de Melo celebra quem mantém viva a cultura popular no Rio de Janeiro
Criada por iniciativa da Rede Folkcom, homenagem reconheceu nove trajetórias individuais e institucionais dedicadas à pesquisa, à transmissão e à valorização dos saberes populares Uma homenagem pode olhar para o passado sem transformar seus homenageados em peças de museu. Pode reconhecer trajetórias ainda em movimento, devolver autoria a quem teve a história apagada e fazer com que pessoas e instituições percebam as redes que construíram juntas. Foi esse o sentido assumido pe
Andriolli Costa
10 de ago.


Do Congo ao Rio Negro, mesa da Folkcom 2025 mostra que comunicação é raiz
Na UERJ, Jair Martins e Ray Baniwa aproximaram samba, arquivos, ancestralidade e comunicação indígena para discutir como memória e tecnologia podem fortalecer identidades, territórios e formas coletivas de resistência Raiz não é apenas aquilo que permanece enterrado no passado. Ela sustenta movimentos, alimenta trajetórias e permite que uma história cresça em diferentes direções. Na mesa “Comunicação é Raiz”, esse sentido apareceu tanto nas rotas percorridas pelo samba entre
Andriolli Costa
10 de ago.


Quando o popular reprograma as redes: mesa da Folkcom 2025 debate as encruzilhadas digitais da cultura
Na UFF, José Messias, Anderson Awvas e Kadu Alvorada discutiram como saberes populares atravessam games, cultura pop e redes sociais — e transformam a tecnologia em espaço de autoria, disputa e confluência Um canto da torcida do Remo dentro de um videogame japonês. Uma santa católica apresentada como diva pop em um vídeo de poucos segundos. Personagens do folclore brasileiro recriados por meio da ilustração, dos quadrinhos, das séries e dos games. Na mesa “Encruzilhadas Digit
Andriolli Costa
10 de ago.


O corpo rebola, pesquisa e resiste: Taísa Machado e Tamiris Coutinho debatem o funk na Folkcom 2025
Em mesa mediada por Maria Paula Maciel, pesquisadoras mostraram como dança, prazer, ancestralidade e protagonismo feminino transformam o corpo funkeiro em linguagem política e forma de produçã O corpo que dança funk não é apenas observado, julgado ou representado. Ele cria movimentos, produz conhecimento, registra memórias, reorganiza relações de gênero e transforma a pista em espaço de disputa política. Essa compreensão atravessou a mesa “O corpo é folk”, realizada durante a
Andriolli Costa
10 de ago.


“Futuro ancestral é aquele em que podemos continuar sonhando”, afirma Renato Noguera na Folkcom 2025
Em palestra magna na UFF, filósofo relacionou cosmofilia, ancestralidade, florestania e partilha dos sonhos à construção de comunidades capazes de enfrentar a violência e disputar outros modos de viver Um futuro ancestral não é simplesmente a repetição do passado. É um futuro no qual as pessoas ainda conseguem sonhar, compartilhar seus sonhos e construir coletivamente condições para que a vida continue. Essa foi a ideia central apresentada pelo filósofo Renato Noguera na pale
Andriolli Costa
10 de ago.


“Influenciadores são prisioneiros da própria digitalidade”, afirma Renato Ortiz na Folkcom 2025
Em palestra na UERJ, sociólogo contrapôs influenciadores, intelectuais e celebridades para questionar a ideia de que visibilidade nas plataformas corresponde a poder direto sobre o comportamento do público Influenciadores realmente influenciam? A pergunta, aparentemente simples, orientou a palestra do sociólogo Renato Ortiz na Folkcom 2025. Em vez de buscar uma definição isolada para a nova personagem da esfera digital, o pesquisador propôs compará-la a figuras mais antigas d
Andriolli Costa
10 de ago.


“Não se faz justiça climática sem justiça social”: Cicilia Peruzzo relaciona comunicação popular, ancestralidade e resistência na Folkcom 2025
Em conferência, pesquisadora analisou as heranças coloniais presentes nas desigualdades brasileiras e destacou o papel das culturas populares na construção de alternativas ao modelo de desenvolvimento baseado na exploração das pessoas e da natureza A justiça climática não pode ser pensada separadamente da justiça social. A afirmação sintetizou a palestra da professora e pesquisadora Cicilia M. Krohling Peruzzo durante a Folkcom 2025. Ao longo de sua exposição, ela relacionou
Andriolli Costa
10 de ago.


“Onde tem gente, tem cultura”: Eleonora Gabriel transforma pesquisa em dança na Cia. Folclórica do Rio
Homenageada pela Folkcom 2025, artista e professora relembra a criação do grupo na UFRJ e defende uma universidade que dance, cante e produza conhecimento junto aos mestres e às comunidades Entrevista: Andriolli Costa Quando Eleonora Gabriel fala sobre cultura popular, os verbos quase sempre indicam movimento: dançar, cantar, brincar, pesquisar, conversar, trocar histórias e abraçar. Para ela, não basta observar uma manifestação à distância ou descrevê-la em um texto. É preci
Andriolli Costa
10 de ago.


Oficina da Folkcom 2025 apresenta a etnomídia como ferramenta de autonomia e resistência indígena
Ministrada por Gisele Veríssimo, atividade discutiu como a comunicação produzida pelos próprios povos originários confronta estereótipos, fortalece identidades e amplia a presença indígena nos meios digitais. Quem tem o direito de narrar os povos indígenas? A pergunta atravessou a oficina “Introdução à Etnomídia”, ministrada pela historiadora, mestra em Ensino de Educação Básica e graduanda em Jornalismo pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Gisele Veríssimo.
Andriolli Costa
10 de ago.


“A comunicação deveria ser um lugar de ouvir”: Adair Rocha aproxima favela, cultura e universidade
Homenageado pela Folkcom 2025, professor, gestor cultural e folião de Reis defende uma comunicação construída a partir das comunidades e uma cidade que reconheça as favelas como centros de criação e conhecimento Entrevista: Ana Clara Alves Edição: Andriolli Costa Para Adair Rocha, a expressão “comunicação comunitária” revela uma insuficiência. Se toda comunicação nascesse da escuta e considerasse as experiências das pessoas às quais se dirige, talvez não fosse necessário acre
Andriolli Costa
10 de ago.


A universidade ainda precisa aprender com os mestres: o legado de Ricardo Gomes Lima
Homenageado pela Folkcom 2025, antropólogo revisita sua trajetória no Museu Nacional, no Museu de Folclore Edison Carneiro e na UERJ e defende que os saberes tradicionais ocupem a academia em igualdade com o conhecimento científico Entrevista: Maria Raiane Oliveira Edição: Andriolli Costa Uma colher de ferro, uma grade de janela, um pote de barro ou uma caricatura produzida no computador podem pertencer ao mesmo campo de investigação. Para o antropólogo Ricardo Gomes Lima, o
Andriolli Costa
10 de ago.


“Quando chegamos à internet, era tudo mato”: Jangada Brasil abriu caminhos para o folclore na rede
Homenageada pela Folkcom 2025, a historiadora Gláucia Garcia relembra a criação de uma das iniciativas pioneiras na divulgação digital das culturas populares brasileiras e reflete sobre memória, tecnologia e convivência Entrevista: Ana Clara Alves Edição: Andriolli Costa Em 1998, navegar pela internet exigia paciência. A conexão era feita pela linha telefônica, as imagens precisavam ser pequenas e os usuários esperavam a chegada da meia-noite para pagar apenas um pulso pela l
Andriolli Costa
10 de ago.


“O pó do livro com a poeira da estrada”: Comissão Fluminense de Folclore defende diálogo entre pesquisa e cultura popular
Homenageada pela Folkcom 2025, entidade criada há 75 anos busca se reestruturar sem perder o vínculo com mestres e brincantes; presidente Verônica Inaciola também fala sobre Folias de Reis, juventude, tecnologia e intolerância religiosa Entrevista: Matheus Rogers Edição: Andriolli Costa Criada em Niterói em 1950, a Comissão Fluminense de Folclore atravessou diferentes fases da história cultural do Estado do Rio de Janeiro. Reuniu intelectuais, pesquisadores e agentes das cult
Andriolli Costa
10 de ago.


“Folclore acontece todos os dias”: Museu Edison Carneiro preserva memórias em transformação
Homenageado pela Folkcom 2025, museu reúne milhares de objetos e propõe um olhar contemporâneo para as culturas populares, entendidas como tradições vivas e permanentemente reinventadas Entrevista: Gisele Sobrinho Edição: Andriolli Costa Folclore não é uma lembrança restrita aos livros escolares, uma coleção de personagens fantásticos nem uma manifestação que sobrevive apenas no campo. Como lembra a museóloga Elizabeth Pougy, chefe de divisão do Museu de Folclore Edison Carne
Andriolli Costa
10 de ago.
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