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Diploma Marques de Melo celebra quem mantém viva a cultura popular no Rio de Janeiro

10 de ago.
11 min de leitura

Criada por iniciativa da Rede Folkcom, homenagem reconheceu nove trajetórias individuais e institucionais dedicadas à pesquisa, à transmissão e à valorização dos saberes populares



Uma homenagem pode olhar para o passado sem transformar seus homenageados em peças de museu. Pode reconhecer trajetórias ainda em movimento, devolver autoria a quem teve a história apagada e fazer com que pessoas e instituições percebam as redes que construíram juntas. Foi esse o sentido assumido pela primeira entrega do Diploma José Marques de Melo de Folkcomunicação.


A iniciativa reuniu professores, mestres populares, artistas, comunicadores e instituições cujos trabalhos aproximam universidade, políticas públicas e comunidades. Foram homenageados Adair Rocha, Cáscia Frade, Mestre Manoel Dionísio, Eleonora Gabriel, Gláucia Garcia, Lena Martins e Ricardo Gomes Lima, além da Comissão Fluminense de Folclore e do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, do qual faz parte o Museu de Folclore Edison Carneiro.


Nos meses anteriores à Folkcom 2025, estudantes de Jornalismo e Relações Públicas que atuavam como voluntários entrevistaram e fotografaram os homenageados. O processo permitiu transformar a cerimônia em uma ação de formação e documentação: as histórias não seriam apenas citadas no palco, mas registradas e apresentadas a novos públicos.


O encontro aconteceu em uma semana marcada pela violência. Dois dias antes, a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha havia produzido mais de uma centena de mortes, afetado o deslocamento pela cidade e levado universidades a suspender atividades. Ao voltar a ocupar a UERJ, os participantes celebravam a continuidade da Folkcom 2025, mas não podiam ignorar o luto.


Por isso, os discursos de agradecimento ultrapassaram o protocolo. A defesa das culturas populares apareceu associada ao direito à vida, à memória, à democracia e à autoria. Reconhecer quem produz cultura significava também perguntar qual país será legado às próximas gerações.


Uma homenagem entre Beltrão e Marques de Melo

Ao criar o diploma, o presidente da Rede, Andriolli Costa, procurou aproximar duas dimensões da história da folkcomunicação. A primeira remete a Luiz Beltrão, que nos anos 1960 formulou uma teoria dedicada aos processos comunicacionais das classes populares e dos grupos social e culturalmente marginalizados. A segunda se relaciona ao trabalho de José Marques de Melo para divulgar, organizar e internacionalizar esse campo de estudos.


Marques de Melo foi aluno e discípulo de Beltrão. Ao longo da carreira, publicou pesquisas, promoveu encontros científicos e participou da consolidação institucional da folkcomunicação. Também exerceu a presidência de honra da Rede Folkcom. Dar seu nome ao diploma estabelece uma ponte entre o legado acadêmico da teoria e pessoas que, mesmo sem empregar necessariamente esse vocabulário, produzem práticas profundamente folkcomunicacionais.


As nove homenagens foram dirigidas a quem criou espaços de transmissão, documentou manifestações, formou pesquisadores, desenvolveu políticas públicas, manteve instituições e transformou saberes populares em experiências capazes de circular entre gerações.


O diploma não pretendeu estabelecer uma hierarquia entre esses trabalhos. A cerimônia evidenciou justamente o contrário: nenhum percurso havia sido construído sozinho. Cada homenageado utilizou o tempo no palco para mencionar mestres, professores, alunos, familiares, colegas e comunidades que tornaram sua atuação possível.


Adair Rocha: cultura, comunicação comunitária e direito à cidade

O primeiro homenageado foi Adair Rocha, professor aposentado da Faculdade de Comunicação Social da UERJ, pesquisador da comunicação comunitária, militante cultural e folião de Reis. Sua saudação começou pela relação entre cultura e vida cotidiana.


Para Adair, a cultura vai além da realização de eventos. Ela ajuda a compreender as relações humanas e o modo como as pessoas constroem sentido para a própria existência. Ao se dirigir a Mestre Manoel Dionísio e a Cáscia Frade, ressaltou duas fontes de aprendizagem: os mestres populares e os vínculos criados ao longo do trabalho acadêmico.


Adair recordou sua participação na Folia de Reis Penitentes do Santa Marta e na formulação do programa Cultura Viva, durante as gestões de Gilberto Gil e Juca Ferreira no Ministério da Cultura. Com os Pontos de Cultura, grupos e comunidades passaram a formar uma rede nacional baseada no reconhecimento de práticas já existentes nos territórios.


O agradecimento terminou com uma reflexão sobre a operação policial que havia atingido as favelas cariocas. Adair recusou a ideia de segurança reduzida à presença da polícia. Uma cidade segura, afirmou, precisa garantir escola, saúde, moradia, mobilidade e os demais direitos fundamentais.


Ao aproximar folia, política cultural e direito à cidade, sua fala mostrou que a comunicação comunitária não pode ser separada das condições concretas de vida. É nas favelas e periferias — territórios mais atingidos pela violência — que também respiram muitas das manifestações responsáveis por preservar ancestralidade, memória e solidariedade.


Cáscia Frade: uma homenagem dividida com mestres e estudantes

Cáscia Frade recebeu o diploma por uma trajetória que atravessa a UERJ, a Secretaria de Estado de Cultura e a formação de diferentes gerações de pesquisadores. Professora aposentada do Instituto de Artes, ela ajudou a consolidar o estudo do folclore brasileiro dentro da universidade.


Em seu discurso, Cáscia recordou ter ouvido a palavra “folkcomunicação” pela primeira vez, ainda na década de 1980, em conversas e encontros com Roberto Benjamin e Osvaldo Trigueiro. Décadas depois, emocionou-se ao perceber que o campo havia se estabelecido e se organizado na instituição onde trabalhou por mais de 30 anos.


A professora recusou a ideia de uma conquista individual. Dividiu o diploma com os mestres populares que lhe ensinaram sobre dança, música, medicina e outras áreas do conhecimento. Foram essas pessoas, afirmou, que ajudaram a desenhar o perfil identitário brasileiro e a orientar seu trabalho.


Cáscia também agradeceu aos colegas que viabilizaram projetos, aos estudantes que aceitaram realizar pesquisas de campo e aos familiares que conviveram com suas ausências. Disse ter aprendido muito com os próprios alunos, desfazendo a imagem de uma universidade na qual o conhecimento circularia apenas do professor para a turma.


Sua fala apresentou a pesquisa como relação de confiança e afeto. O pesquisador não chega ao território para recolher informações e partir; ele participa de encontros que podem transformar sua vida profissional e pessoal.


Mestre Manoel Dionísio: “Não sou de falar, só sei dançar”

Ao receber o diploma, Mestre Manoel Dionísio apresentou-se com uma frase que despertou risos e sintetizou sua forma de comunicação: “Não sou de falar, só sei dançar”. Integrante do Balé Folclórico de Mercedes Baptista, ele criou em 1990 a Escola de Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Porta-Estandarte que hoje leva seu nome.


A iniciativa foi contestada porque Dionísio não havia ocupado o posto de mestre-sala em uma escola de samba. Ele se definia como “mestre-sala de palco”, formado por anos de apresentações no Brasil e no exterior. A experiência, porém, permitiu sistematizar conhecimentos, criar uma metodologia de ensino e formar crianças e jovens que mais tarde ocupariam posições de destaque no carnaval.


Entre os frutos da escola, Dionísio mencionou Marcella Alves, que iniciou sua formação ainda criança e se tornou uma das grandes porta-bandeiras do carnaval carioca. A continuidade também está dentro de sua família: a escola passou a ser conduzida pela neta Bárbara Dionísio e conta com a participação do bisneto Igor Dionísio.


O mestre agradeceu a Gilberto Gil e Juca Ferreira pelo apoio recebido e destacou a parceria com Eleonora Gabriel. A aproximação com a UFRJ permitiu desenvolver um núcleo dedicado à dança do mestre-sala e da porta-bandeira e levou o trabalho a outros espaços universitários, entre eles a Universidade Federal da Bahia.


Sua trajetória demonstra que a universidade pode reconhecer e ampliar um conhecimento sem retirar do mestre sua centralidade. A dança não entrou no espaço acadêmico como objeto distante de observação, mas como prática ensinada por quem a construiu ao longo da vida.


Eleonora Gabriel: cultura popular com os pés no chão

Professora da UFRJ e criadora da Companhia Folclórica do Rio, Eleonora Gabriel foi homenageada por um trabalho mantido durante quase quatro décadas. Sua atuação levou danças, músicas e manifestações populares para o ensino, a pesquisa e a extensão universitária.


Eleonora começou o discurso reconhecendo as pessoas que abriram caminhos antes dela. Destacou especialmente professoras que introduziram a cultura popular nos cursos de Educação Física e ofereceram outra forma de compreender o corpo: com leveza, pés no chão, proximidade e relação olho no olho.


Manter um trabalho artístico e cultural por tantos anos dentro da universidade exigiu persistência. Por isso, a homenagem também foi dedicada a quem a incentivou a não interromper a companhia e a continuar defendendo o valor acadêmico das práticas populares.


Em seguida, Eleonora transformou sua fala em uma celebração dos demais homenageados. Recordou encontros com Adair Rocha na Folia de Reis do Santa Marta, elogiou o trabalho artesanal de Lena Martins, reconheceu a atuação da Comissão Fluminense de Folclore e destacou em Cáscia Frade uma mestra que lhe ensinou a realizar pesquisa com afeto.


Ao falar de Manoel Dionísio, ressaltou a honra de manter uma parceria próxima e de ter colaborado para que seu conhecimento ocupasse a UFRJ. A saudação tornou visível a rede formada por pessoas que se pesquisaram, ensinaram, apoiaram e homenagearam mutuamente.


Gláucia Garcia: quando a internet “era tudo mato”

Gláucia Garcia recebeu o diploma pela criação do portal Jangada Brasil, iniciativa pioneira na divulgação da cultura popular brasileira na internet. O projeto entrou no ar em 1998 e permaneceu ativo durante 15 anos.


Gláucia recordou que, naquele período, “era tudo mato” na rede. Ela e os demais integrantes do projeto — pessoas de Jundiaí e do Rio de Janeiro que se conheceram pela própria internet — sentiam dificuldade em encontrar conteúdos sobre as manifestações brasileiras. A Jangada nasceu para preencher parte desse vazio e falar de diferentes formas de expressão cultural.


Para explicar que objetos também comunicam, a pesquisadora levou ao palco uma peça de renda filé e um keffiyeh palestino. Modos de transformar fibras em fios, criar pontos e tecer padrões guardam histórias coletivas. Um tecido registra pertencimentos, técnicas, memórias e maneiras de ocupar o mundo.


Andriolli Costa retomou essa imagem ao comentar que a fala de Gláucia transbordava folkcomunicação, embora sua trajetória não tivesse sido construída necessariamente a partir da teoria. O tecido fala, identifica lugares e coloca experiências em circulação.

Gláucia também contestou a noção de cultura como criação solitária. A Jangada Brasil foi resultado de experiências acumuladas e de trabalho coletivo. O diploma foi dedicado a Cláudio Ribeiro, companheiro na criação do portal, que já havia falecido.


A imagem das raízes serviu ainda para refletir sobre a violência. Nem tudo o que vem do passado deve ser preservado. Há raízes coloniais, escravocratas e preconceituosas que precisam ser rompidas para que as gerações atuais não transmitam a guerra e a desigualdade como herança aos “ancestrais de amanhã”.


Lena Martins e a autoria devolvida à boneca Abayomi

A homenagem a Lena Martins possuía uma dimensão reparadora. Artesã e educadora maranhense radicada no Rio de Janeiro, ela criou em 1987 a boneca Abayomi, feita com retalhos, nós e dobras, sem cola ou costura. Com o tempo, uma narrativa sem fundamento histórico passou a associar a origem da boneca aos navios negreiros, apagando sua criadora e o contexto contemporâneo do Movimento de Mulheres Negras.


No palco, Lena reconstruiu a genealogia de sua obra. A Abayomi não surgiu do nada: veio da mãe que costurava bonecas de pano, do pai que fazia pipas, da avó que modelava animais e figuras na massa do bolo de tapioca e das experiências de Lena como animadora cultural no Ciep Luiz Carlos Prestes, na Cidade de Deus.


A militância no movimento negro e, especialmente, no movimento de mulheres negras atravessou o processo criativo. Depois dos encontros, Lena chegava em casa e deixava as mãos trabalharem os retalhos. Os primeiros “embolados de pano” ganharam forma de corpo e começaram a acompanhá-la nas reuniões.


Durante algum tempo, a criação foi chamada apenas de boneca preta feita sem cola nem costura. O nome Abayomi veio de Ana Gomes, que, durante a gravidez, dizia que sua criança receberia esse nome caso fosse menina. Como nasceu um menino, Abebe Bikila — que se tornaria o rapper BK e afilhado de Lena —, o nome foi dado à boneca.

A técnica simples se espalhou pelo país e passou a ser ensinada por muitas pessoas. A ampla circulação, porém, veio acompanhada do apagamento de autoria. Ao reconhecer publicamente Lena como criadora, o diploma contribuiu para restituir uma história frequentemente substituída pela falsa lenda.


Em um pequeno texto lido no encerramento, Lena definiu a Abayomi como objeto propagador de histórias, curador de feridas íntimas, provocador de afetos e estimulador de memórias ancestrais. Antes disso, conduziu o auditório em uma toada de bumba meu boi, transformando o agradecimento em canto coletivo.


Ricardo Gomes Lima: uma dívida com artistas e comunidades

Antropólogo, professor aposentado do Instituto de Artes da UERJ e pesquisador da arte popular, Ricardo Gomes Lima recebeu a homenagem em um momento atravessado pela tristeza. A notícia de que uma pessoa de sua família havia defendido a repetição mensal da operação policial o levou a questionar os limites do diálogo em uma sociedade que responde à morte com celebração.


Ricardo dedicou o diploma às famílias das favelas, periferias e comunidades. Em seguida, reconheceu uma dívida intelectual com as pessoas desses territórios. Foram artistas, artesãos, trabalhadores e mestres populares que lhe ofereceram os conhecimentos posteriormente apresentados em aulas, livros, pesquisas e exposições.


Sua trajetória foi marcada por mulheres que lhe abriram caminhos. Maria Heloísa Fenelon Costa o aproximou de pesquisas no Museu Nacional. Cáscia Frade o levou a refletir sobre manifestações que ele conhecia desde a infância, como a Folia de Reis mantida na fazenda de seu avô. Lélia Coelho Frota o convidou a trabalhar no Museu de Folclore Edison Carneiro.


Ricardo passou 11 anos pesquisando arte indígena antes de se dedicar mais diretamente ao campo das culturas populares. No Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, coordenou trabalhos ligados à Sala do Artista Popular. Mais tarde, a convite de Cáscia, tornou-se professor da UERJ.


Sua última exposição na universidade reuniu artistas populares do território fluminense. A escolha respondeu a outro apagamento: a ideia de que o folclore e a arte popular estariam sempre distantes do Rio de Janeiro, no espaço ou no tempo. Ao mostrar criadores do próprio estado, Ricardo procurou enfrentar a invisibilidade que persiste mesmo perto das instituições culturais.


Comissão Fluminense: pesquisar, proteger e ensinar

As duas últimas homenagens foram institucionais. A primeira reconheceu a Comissão Fluminense de Folclore, representada por sua presidente interina, Verônica Inaciola Farias, e por Afonso Furtado, então presidente licenciado.


Verônica recuperou uma história iniciada em 1950, quando a comissão foi fundada em Niterói. Desde os primeiros anos, sua atuação foi orientada por três compromissos: pesquisa, proteção e ensino. A instituição participou de congressos, articulou ações com o governo estadual e reuniu intelectuais interessados nas manifestações fluminenses.


Depois de períodos de interrupção, a comissão foi reorganizada em 2000. Diferentes gerações assumiram sua direção e mantiveram o esforço de salvaguarda, apesar das dificuldades comuns às associações científicas e culturais.


Afonso Furtado anunciou a implantação de um centro de salvaguarda em um imóvel histórico de quatro andares no Rio de Janeiro. O espaço pretende acolher reuniões, ensaios e atividades de grupos tradicionais, funcionando como ponto de apoio para diferentes manifestações.


Ao resumir a responsabilidade assumida pela comissão, Afonso apresentou um lema: “Não é preciso morrer de trabalhar pelo folclore, mas é indispensável não deixá-lo morrer”. A frase reconhece os limites de quem sustenta instituições com poucos recursos sem reduzir a urgência da continuidade.


Centro Nacional: um museu ao qual os fazedores podem retornar

O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular e o Museu de Folclore Edison Carneiro receberam a nona homenagem. O diploma foi entregue a Elizabeth Bittencourt Paiva Pougy, chefe da divisão do museu, e Raquel Dias Teixeira, coordenadora técnica do Centro.


Elizabeth explicou que o museu é uma das divisões de uma estrutura mais ampla. O Centro é herdeiro da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, criada em 1958, e reúne pesquisa, arquivo, biblioteca, ações educativas, difusão cultural e preservação museológica.


Ao longo das décadas, as mudanças de nome e vinculação acompanharam as transformações institucionais do país. O museu foi criado em 1968 e posteriormente recebeu o nome de Edison Carneiro, intelectual que defendeu a implantação de uma instituição nacional dedicada ao folclore.


Para Elizabeth, o Museu de Folclore não deve ser compreendido como espaço de objetos mortos. As peças preservadas continuam a participar das relações comunitárias. Familiares de mestres podem retornar para conhecer objetos de seus antepassados; artistas encontram trabalhos produzidos em outras fases da vida; artesãos estudam técnicas e reativam memórias.


O acervo se relaciona à Biblioteca Amadeu Amaral, à divisão de arquivos e aos programas de pesquisa e difusão. A Sala do Artista Popular, da qual Ricardo Gomes Lima participou por muitos anos, realiza exposições dedicadas a criadores e comunidades de diferentes regiões do Brasil.


Raquel convidou o público a ocupar o Centro, localizado no Catete. Além das exposições, o espaço oferece biblioteca para consulta e estudo, atividades educativas, oficinas e programação voltada a diferentes públicos. Preservar, nessa perspectiva, não é retirar uma manifestação da vida. É criar condições para que seus produtores voltem, consultem, questionem e alimentem novas histórias.


O Diploma José Marques de Melo nasceu, assim, como homenagem e compromisso. Ao reconhecer quem veio antes e quem ainda atua no presente, a Rede Folkcom ajuda a construir a memória que deseja legar ao futuro: uma memória coletiva, democrática e capaz de dizer com clareza quem criou, quem ensinou e quem manteve essas culturas vivas.

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