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“Eu não faço performance; faço cantoria de folia”: mesa confronta o olhar acadêmico sobre o sagrado
Graça Veloso e Cícero Félix de Sousa aproximaram Etnocenologia, manifestações sagracionais e Folkcomunicação para defender a escuta dos léxicos locais e questionar os riscos de transformar alteridade em exotismo “Não sei nem o que significa essa palavra. Eu sou guia de folia e o que faço é cantoria de folia.” A resposta dada pelo mestre Eurico a uma pesquisadora que elogiara sua “performance” permaneceu na memória de Jorge das Graças Veloso. Mais do que uma divergência vocabu
Andriolli Costa
11 de ago.


“Um silêncio profundamente comunicador”: mesa lê São José entre chuva, trabalho e devoção
Josandro de Macedo Félix, Rafael Augusto e Osvaldo Meira Trigueiro discutiram como o santo é atualizado por agricultores, famílias, jornalistas, devotos e circuitos digitais Como falar de alguém a quem os textos bíblicos não atribuem uma única palavra? A pergunta formulada pelo padre Josandro de Macedo Félix orientou uma das mesas do lançamento da 18ª edição do Seminário Os Festejos Juninos no Contexto da Folkcomunicação e da Cultura Popular. Realizada em 29 de março de 2023,
Andriolli Costa
11 de ago.


“A cultura não pode, não deve e não vai morrer”: penitentes de Várzea Alegre levam fé e memória ao Folkcom
Com participação direta de três grupos do Cariri cearense, mesa da 18ª edição do Seminário de Folkcomunicação mostrou a permanência das práticas da Semana Santa, mas também expôs incertezas sobre transmissão geracional e continuidade Um Cristo que abandona a cruz para revidar as pancadas recebidas durante uma procissão. Santos, apóstolos e figurantes envolvidos em uma briga que termina na delegacia. Antes que pesquisadores e praticantes discutissem a religiosidade popular, o
Andriolli Costa
11 de ago.


“Não dá para pensar cidadania sem pensar comunicação”: mesa discute inclusão digital a partir da Amazônia
Na III Jornada Pan-Amazônica de Folkcomunicação, Thiago Franco e Vilso Santi mostraram que acesso à internet não significa, sozinho, participação social: é preciso reconhecer sujeitos, territórios, saberes e formas comunitárias de comunicar. Durante a pandemia, uma informação produzida em São Gabriel da Cachoeira precisava alcançar comunidades indígenas distantes, em áreas onde o sinal de internet era escasso ou simplesmente inexistente. Os boletins eram gravados em áudio e c
Andriolli Costa
11 de ago.


“Da porta do curral para dentro é outro tempo”: mesa interpreta Carnaval e Boi-Bumbá como territórios de resistência
Na III Jornada Pan-Amazônica de Folkcomunicação, Helena Theodoro, Allan Rodrigues e Adelson Fernando mostraram como ancestralidade, memória e códigos populares transformam a festa em linguagem política e produção de futuros. Um punhado de areia foi o ponto de partida para compreender a profundidade de duas das maiores manifestações da cultura popular brasileira. Durante uma visita à Ilha do Mussulo, em Angola, a professora Helena Theodoro chegou diante de um soba — autoridade
Andriolli Costa
11 de ago.


“O Festival é um território em disputa”: mesa debate memória, representatividade e o futuro dos bois de Parintins
No encerramento da III Jornada Pan-Amazônica de Folkcomunicação, Marcos Moura e Diego Omar da Silveira discutiram como o boi-bumbá pode combater apagamentos, preservar memórias e ampliar o protagonismo das comunidades amazônicas. Uma criança com pouco mais de um ano brincava diante do Boi Caprichoso. Enquanto o boi de pano avançava, dançando em sua direção, o historiador Diego Omar da Silveira observava a cena com preocupação. Imaginou que a criança poderia cair ou se assusta
Andriolli Costa
11 de ago.


“As pessoas passam, mas a cultura fica”: mesa debate os desafios de narrar os festivais da Amazônia
Na III Jornada Pan-Amazônica de Folkcomunicação, profissionais da imprensa e da fotografia defenderam uma cobertura comprometida com as comunidades, os trabalhadores e os saberes que dão vida às manifestações populares. As luzes do Piabódromo começaram a se apagar justamente quando a jornalista Edilene Mafra se preparava para gravar. Com uma câmera pequena nas mãos e sem compreender o que acontecia, ela procurou o cinegrafista Orlando Júnior em busca de orientação. A resposta
Andriolli Costa
11 de ago.


“Povos indígenas são terra e terra são povos”: mesa discute comunicação e resistência Munduruku no Alto Tapajós
Durante a III Jornada Pan-Amazônica de Folkcomunicação, Maria Audirene de Souza Cordeiro e frei João Messias da Silva Sousa mostraram como assembleias, organizações de mulheres, narrativas cosmológicas, vídeos e projetos de educação integram a defesa do território Munduruku. Uma assembleia Munduruku pode prosseguir até tarde da noite. Crianças, jovens, idosos, guerreiros e caciques acompanham as discussões, enquanto a comida circula e mantém as pessoas reunidas. Quando a part
Andriolli Costa
11 de ago.


“A Amazônia não é só aquela imagem que a gente vê de satélite”: Marilene Corrêa analisa as metamorfoses da Pan-Amazônia
Em conferência realizada durante a III Jornada Pan-Amazônica de Folkcomunicação, pesquisadora discutiu as fronteiras políticas da região, a violência contra os povos originários, a apropriação dos conhecimentos tradicionais e a necessidade de construir uma Amazônia de diferentes línguas, culturas e formas de viver. Vista de cima, a Amazônia parece uma extensa superfície verde, atravessada por rios que não reconhecem divisas territoriais. No chão, entretanto, essa aparente uni
Andriolli Costa
11 de ago.


“Nomear é uma atitude política”: Jornada debate como o jornalismo pode enxergar as Amazônias
Em mesa da III Jornada Pan-Amazônica de Folkcomunicação, Vilso Santi e Francisco Aquinei Timóteo relacionaram a crise do jornalismo aos conflitos territoriais, às representações simplificadoras da região e à dificuldade de reconhecer a diversidade de sujeitos e saberes amazônicos. A crise do jornalismo não começa quando uma redação fecha, quando uma empresa perde anunciantes ou quando o público deixa de comprar jornais. Ela também aparece quando uma notícia não consegue nomea
Andriolli Costa
11 de ago.


“Visibilidade não é preservação”: última mesa da Jornada debate quem controla a memória da cultura popular
Arquivos comunitários, documentos dos bois-bumbás, repositórios digitais, influenciadores, inteligência artificial e direitos autorais estiveram no centro da Mesa 8 da IV Jornada Pan-Amazônica de Folkcomunicação. Uma alegoria pode permanecer durante poucos minutos na arena do Bumbódromo, mas sua criação produz meses de pesquisa, desenhos, orçamentos, contratos, mensagens, plantas técnicas, fotografias e decisões artísticas. Quando somente a imagem do espetáculo final é preser
Andriolli Costa
11 de ago.


“Nosso corpo é um território”: mulheres quilombolas transformam memória em luta por direitos no Baixo Amazonas
Com a exibição de um documentário sobre as mestras de Santa Tereza do Matupiri, a Mesa 7 da IV Jornada Pan-Amazônica de Folkcomunicação aproximou saberes ancestrais, liderança feminina e a mobilização pelo reconhecimento do quilombo urbano Santa Izabel, em Parintins. Antes que as convidadas ocupassem seus lugares, três anciãs já haviam tomado conta da sala. Projetadas na tela, suas vozes falaram sobre dança, religião, plantas medicinais, identidade negra e histórias transmiti
Andriolli Costa
11 de ago.


“A Amazônia não é só indígena, também é negra”: Mesa 6 leva saberes populares ao centro da educação antirracista
Com uma mística dedicada a Xangô, encontro da IV Jornada Pan-Amazônica de Folkcomunicação discutiu como terreiros, quilombos, grafismos, histórias orais e conhecimentos indígenas podem transformar a escola e enfrentar o racismo. “Salve o povo de axé, salve a ciência.” A frase pronunciada por Pai Júnior marcou o início de uma manhã em que as fronteiras entre conhecimento acadêmico, espiritualidade, cultura popular e educação foram colocadas em discussão. A Mesa 6 da IV Jornada
Andriolli Costa
11 de ago.


“O folclore comunica”: Mesa 5 debate colonialidade, inteligência artificial e transformação das culturas populares
Encontro da IV Jornada de Folkcomunicação da Pan Amazônia aproximou a rede de cartas de Mário Ypiranga Monteiro, os estereótipos sobre a Bolívia, a teoria de Luiz Beltrão e uma experiência de autorrepresentação indígena no Festisol. Durante anos, o pesquisador, escritor e compositor Yomarley Holanda ajudou a transformar narrativas indígenas em lendas, rituais e músicas para espetáculos amazônicos. Entre as entidades que apareceram nessas criações estava Guaricaia, personagem
Andriolli Costa
11 de ago.


“A cidade também pertencia a eles”: Mesa 4 recupera bois apagados de Manaus e cobra políticas de memória em Parintins
Pesquisadores da IV Jornada de Folkcomunicação da Pan Amazônia mostraram como repressão, racismo e ausência de arquivos dificultam a compreensão da trajetória dos bois-bumbás amazônicos. Em 1948, os bois-bumbás Mina de Ouro e Coringa escolheram um endereço estratégico para realizar uma apresentação: a frente da sede de O Jornal, em Manaus. Não se tratava apenas de oferecer um espetáculo aos jornalistas. Os brincantes tentavam responder à imagem negativa que a imprensa vinha c
Andriolli Costa
11 de ago.


“A nossa história quem conta somos nós”: mulheres indígenas e negras questionam representações no Festival de Parintins
Mesa da IV Jornada de Folkcomunicação da Pan Amazônia debateu autorrepresentação, apagamento racial, padrões de beleza e o papel de mulheres indígenas e negras na transformação dos bois-bumbás. Quando Ádria Barbosa contou à família que havia sido convidada para interpretar Mãe Catirina no Boi-Bumbá Caprichoso, a reação não foi exatamente de celebração. “Você quer ser uma palhaça?”, ouviu dos familiares. Jornalista e mulher negra, Ádria estava diante de uma personagem fundamen
Andriolli Costa
11 de ago.


“A terra não é mercadoria, as mulheres também não”: mesa destaca protagonismo feminino e resistência cultural na Amazônia
Pesquisadoras e ativistas reunidas na IV Jornada de Folkcomunicação da Pan Amazônia discutiram comunicação popular, mulheres de terreiro, ancestralidade, jornalismo, desigualdade e mobilização social. Comadre Nete queria compreender como funcionava o Sistema Único de Saúde. Para participar de uma atividade realizada no bairro São Francisco, em Parintins, ela deixou uma bacia cheia de roupas no giral e foi ouvir uma enfermeira falar sobre o SUS. A apresentação, porém, estava r
Andriolli Costa
11 de ago.


“A comunicação nem sempre é falada; às vezes, é tecida”: Vanessa Calvimontes abre a IV Jornada Pan-Amazônica
Em conferência realizada em Parintins, pesquisadora boliviana apresentou os tecidos andinos como linguagens folkcomunicacionais que guardam memórias, organizam identidades de gênero, registram territórios e resistem ao apagamento colonial. Antes que o tecido chegue ao tear, a comunicação já começou. As lhamas e ovelhas podem ser conduzidas a determinados campos, fontes de água ou tipos de pastagem para que sua lã adquira características específicas. Plantas e minerais são esc
Andriolli Costa
11 de ago.


“O movimento também narra”: João Gustavo Melo revela as pontes entre o Carnaval e o Boi-Bumbá
Na IV Jornada de Folkcomunicação da Pan-Amazônia, pesquisador acompanhou a circulação de artistas, técnicas e imagens entre a Marquês de Sapucaí e o Bumbódromo de Parintins e defendeu que os mestres da cultura popular sejam reconhecidos ainda em vida. No barracão da Unidos do Viradouro, escola identificada pelas cores vermelha e branca, há um capacete que chama a atenção. Ele é azul e pertence ao artista parintinense Nildo Costa, ligado ao Boi-Bumbá Caprichoso. Nildo não abre
Andriolli Costa
11 de ago.
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