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Guilherme Fernandes toma posse como diretor cultural da Intercom

Ex-presidente da Rede Folkcom integra a gestão 2026–2029 da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, presidida por Iluska Coutinho



O professor Guilherme Moreira Fernandes, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), tomou posse nesta quinta-feira, 3, como diretor cultural da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). A cerimônia ocorreu durante a 48ª Assembleia Geral Ordinária da entidade, realizada na Universidade Católica de Brasília (UCB), como parte do 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação.


Ex-presidente e atual associado da Rede Folkcom, Guilherme passa a integrar a Diretoria Executiva que conduzirá a Intercom no triênio 2026–2029. A nova gestão é presidida por Iluska Maria da Silva Coutinho, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

A posse formalizou o resultado das eleições realizadas em junho.


Quando o resultado foi anunciado, Guilherme destacou a responsabilidade de imaginar os próximos caminhos da entidade. “Toda eleição projeta futuros. Que o próximo ciclo da Intercom fortaleça a cultura, valorize a diversidade de vozes e amplie os espaços de criação, reflexão e encontro”, afirmou em declaração publicada pela Rede Folkcom.


Cultura para além dos intervalos

A Diretoria Cultural ocupa uma posição estratégica na organização das atividades da Intercom. Conforme o Estatuto da entidade, cabe ao setor programar o calendário anual de eventos não permanentes e promover cursos, seminários temáticos, simpósios e palestras em diálogo com os grupos de pesquisa e as diretorias regionais.


Também estão entre suas atribuições o fortalecimento das relações da Intercom com entidades profissionais, associações de classe, instituições da sociedade civil e órgãos governamentais, além da organização das atividades artísticas que integram os congressos nacionais e regionais.


A atuação não se limita, portanto, à programação cultural realizada durante os eventos. A diretoria funciona como uma ponte entre a produção científica, as atividades de formação, as organizações profissionais e as diferentes maneiras pelas quais a Comunicação se expressa na sociedade.


Trajetória ligada à Folkcomunicação

Guilherme Fernandes é professor adjunto do Centro de Artes, Humanidades e Letras e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRB. Doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é mestre e graduado em Comunicação pela UFJF.


Seus estudos abrangem Folkcomunicação, censura às diversões públicas, televisão, cultura popular e representações da homossexualidade nas telenovelas. Na Intercom, mantém uma trajetória ligada à apresentação de pesquisas, à organização de atividades científicas e ao Grupo de Pesquisa Folkcomunicação.


Em 2023, recebeu o Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação na categoria Liderança Emergente. A distinção reconheceu sua atuação na pesquisa e na articulação do campo folkcomunicacional.


Guilherme também presidiu a Rede Folkcom em dois mandatos, entre 2019 e 2024. Durante esse período, esteve à frente da organização de conferências, publicações, parcerias institucionais e ações voltadas à ampliação nacional e internacional dos estudos de Folkcomunicação.


Folkcomunicação na gestão da Intercom

A chegada de Guilherme à Diretoria Cultural reforça a presença de pesquisadores da Folkcomunicação nos espaços de decisão das entidades científicas brasileiras. Sua experiência na Rede Folkcom encontra correspondência direta em atribuições como a articulação entre pesquisadores, instituições, atividades acadêmicas e manifestações culturais.


A própria história da Folkcomunicação mantém uma relação próxima com a Intercom. Além de conceder o Prêmio Luiz Beltrão, a entidade abriga um grupo de pesquisa dedicado à teoria brasileira e recebe, em seus congressos, atividades como as Jornadas Beltranianas, realizadas em parceria com a Rede Folkcom.


Na nova função, Guilherme passa da articulação de um campo de estudos para uma frente que atravessa toda a Intercom. Cursos, debates, parcerias e apresentações artísticas estarão sob uma diretoria conduzida por um pesquisador acostumado a pensar a cultura não como complemento da produção científica, mas como parte dos próprios processos de comunicação.

 
 
 

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