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Rede Folkcom publica plano de trabalho e sistematiza atribuições da diretoria

Documento do biênio 2026–2028 torna o planejamento acessível pela primeira vez na internet e cria uma referência para o acompanhamento da gestão e a transição entre futuras diretorias



A Rede de Estudos e Pesquisa em Folkcomunicação tornou público o plano de trabalho de sua diretoria para o biênio 2026–2028. Com 20 páginas, o documento apresenta as prioridades do mandato, organiza as responsabilidades de cada função e estabelece formas de acompanhamento, registro e prestação de contas.


Não é a primeira vez que uma diretoria da Rede Folkcom elabora um plano de trabalho. A novidade está em sua publicação integral na internet, permitindo que associados, pesquisadores e demais interessados conheçam as metas da gestão e acompanhem sua execução. Ao permanecer disponível no site, o documento também passa a integrar a memória institucional da Rede.


A publicação procura enfrentar um problema comum às associações científicas: quando as atribuições de cada cargo dependem apenas da experiência acumulada por seus ocupantes, parte desse conhecimento pode se perder ao final do mandato. Por isso, além de planejar o biênio que se inicia, o texto explicita o que cabe à presidência, à vice-presidência, às diretorias executivas e às representações regionais. A proposta é que o plano possa orientar não apenas a atual diretoria, mas também as próximas gestões, oferecendo uma base que poderá ser aperfeiçoada ao longo do tempo.


Uma Rede com diferentes frentes de atuação

O plano parte da compreensão de que a Rede Folkcom desempenha simultaneamente diferentes papéis. Ela é uma associação científica, uma comunidade de pesquisa e formação, uma articuladora regional e internacional e um espaço de preservação da memória da Folkcomunicação.


Essa atuação foi organizada em sete eixos estratégicos: governança e memória; produção científica; sustentabilidade associativa; presença pública e digital; capilaridade regional; expansão internacional; e realização da Conferência Brasileira de Folkcomunicação.

Cada eixo possui resultados esperados e diretorias responsáveis por sua condução. A divisão, entretanto, não significa que os cargos devam trabalhar isoladamente.


“O fato de uma diretoria liderar uma ação não elimina a participação das demais. Liderança significa coordenar o fluxo, pactuar prazos, convocar apoios e assegurar que a entrega seja concluída e registrada”, esclarece o plano.


Entre os compromissos comuns a todos os integrantes estão a apresentação de um planejamento simplificado da própria área nos primeiros 30 dias após a posse, a participação nas reuniões, o registro das ações em um repositório institucional e a elaboração de sínteses semestrais e de um relatório final.


O documento também determina que cada diretoria se articule com pelo menos outra área nas ações que envolvam públicos, orçamento, eventos, comunicação ou parceiros externos. A intenção é distribuir melhor as tarefas e evitar que projetos institucionais fiquem concentrados em poucas pessoas.


O que cabe a cada cargo

Uma das principais contribuições do plano é a descrição detalhada das funções que integram a diretoria. Cada cargo é apresentado a partir de quatro elementos: missão, atribuições permanentes, plano de trabalho para o mandato e indicadores mínimos de acompanhamento.


A Presidência é responsável pela condução política da Rede, pela representação institucional e pela transformação das decisões coletivas em ações coordenadas. Também deverá acompanhar as prioridades do mandato, mediar eventuais conflitos e coordenar o relatório de gestão, o processo sucessório e a entrega do acervo à diretoria seguinte.


A Vice-Presidência aparece como eixo de integração entre as diferentes áreas. Além de substituir a Presidência quando necessário, deverá acompanhar projetos transversais, identificar atrasos e dependências e manter interlocução regular com as Diretorias Regionais.


À Diretoria Científica cabe orientar a política de pesquisa da Rede, acompanhar os Grupos de Trabalho, mapear grupos, disciplinas, teses, dissertações e publicações e promover atividades de formação. O plano prevê também a implantação de uma ação de acolhimento ou mentoria voltada aos jovens pesquisadores.


A Diretoria Financeira ficará responsável pelo controle das anuidades, planejamento orçamentário, prestação de contas e campanhas de associação e renovação. Entre as entregas previstas estão informes financeiros trimestrais à diretoria, relatórios anuais aos associados e a organização dos documentos para a gestão seguinte.


A Diretoria Administrativa deverá organizar a infraestrutura institucional e liderar a produção executiva da Conferência Brasileira de Folkcomunicação. A área será responsável por constituir a comissão local, articular a instituição anfitriã, preparar orçamento e cronograma, coordenar a operação e preservar modelos que possam ser reutilizados em eventos futuros.


O plano atribui à Secretaria a responsabilidade pela memória cotidiana da gestão. Além das atas e convocações, a área deverá manter um calendário integrado, acompanhar decisões e prazos e organizar uma agenda de efemérides, homenagens e marcos da Folkcomunicação. A previsão é que as minutas das atas sejam distribuídas em até sete dias depois de cada reunião.


A Diretoria de Comunicação deverá ampliar a presença pública e digital da Rede, atualizar seus canais, divulgar a produção dos associados e organizar o acervo das peças publicadas. O documento destaca que o crescimento digital não deve depender apenas de métricas, mas considerar a qualidade do público alcançado, a distribuição regional e a conversão do interesse em participação. Também estão previstas medidas progressivas de acessibilidade, como legendas, textos alternativos, contraste adequado e linguagem clara.


À Diretoria de Relações Internacionais caberá inserir a Rede em circuitos estrangeiros de cooperação, com prioridade para os diálogos latino-americanos, ibero-americanos e lusófonos. A área deverá mapear parceiros, divulgar oportunidades, articular atividades bilíngues e estimular projetos comparativos e publicações conjuntas.


Regiões como polos de articulação

O plano dedica uma seção específica às cinco Diretorias Regionais, definidas como “embaixadoras institucionais da Folkcomunicação em seus territórios”. Sua atuação não deverá se limitar à divulgação das decisões nacionais.


Entre as atribuições comuns estão o mapeamento de pesquisadores, estudantes, cursos, grupos, projetos e instituições; o acolhimento de novos interessados; a realização de atividades formativas; a mobilização para os Grupos de Trabalho; e a representação da Rede em eventos científicos.


Cada região também recebeu prioridades próprias. No Norte, o plano destaca as distâncias geográficas, a participação de instituições do interior e as agendas amazônidas, indígenas, quilombolas, ribeirinhas e fronteiriças. No Nordeste, propõe aproximar os núcleos históricos das novas gerações e interiorizar as oportunidades.


Para o Centro-Oeste, o documento valoriza as pesquisas relacionadas ao Cerrado, ao Pantanal, às fronteiras e aos territórios rurais e urbanos. No Sul, prevê articulações com Argentina, Paraguai e Uruguai. No Sudeste, o desafio será converter a alta concentração de universidades em uma capilaridade efetiva, reduzindo a centralização das atividades nas capitais e nas instituições já consolidadas.


Planejamento, acompanhamento e legado

A execução do plano foi dividida em quatro fases. Nos três primeiros meses, a prioridade será instalar a gestão, aprovar o planejamento, organizar calendários e arquivos e realizar os primeiros diagnósticos. Entre o quarto e o nono mês, começam as rotinas de comunicação, formação, associação e preparação da Conferência Brasileira.


Do décimo ao décimo oitavo mês, o foco estará na expansão das atividades regionais, científicas e internacionais. Os seis meses finais serão destinados à realização da Conferência, aos relatórios, à organização do acervo, ao processo eleitoral e à transição.

O acompanhamento deverá incluir reuniões ordinárias preferencialmente mensais, encontros ampliados com as Diretorias Regionais, atualização trimestral das metas e relatórios semestrais de cada área. O próprio documento ressalta que esse controle não deve transformar a gestão em uma rotina burocrática excessiva.


O plano não é apresentado como um regulamento imutável. Ele deverá ser discutido pela diretoria eleita, adaptado às condições financeiras e operacionais da associação e revisto anualmente. Em caso de divergência, prevalecerão o Estatuto, o Regimento e as decisões da Assembleia Geral.


Mais do que fixar metas para um único biênio, sua publicação pretende criar um procedimento de continuidade. Cada ação relevante deverá produzir registros que possam ser consultados pelas gestões seguintes, enquanto o relatório final deverá apresentar resultados, pendências e recomendações.


“Cada cargo precisa produzir entregas reconhecíveis, cooperar com as demais carteiras e deixar condições concretas para que a Rede Folkcom continue crescendo após o encerramento do mandato”, conclui o documento.


O plano de trabalho completo da Diretoria da Rede Folkcom para o biênio 2026–2028 está disponível para consulta e download no site da Rede.

 
 
 

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