Pesquisadores do GP de Folkcomunicação também ocupam o Palco Aberto da Intercom 2026
Claudiene Costa apresentará uma dança ao som de “Umbrella”, enquanto Carlos Mossoró dividirá o palco com Zuruka Rosana Bronks e o Movimento Terceira Divisão

A participação de pesquisadores da Folkcomunicação no 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação não ficará restrita à apresentação de artigos. Claudiene Costa e Francisco Carlos Guerra de Mendonça Júnior, o Carlos Mossoró, também estarão entre as atrações do Palco Aberto Intercom, espaço dedicado à dança, à música e à poesia durante os intervalos da programação acadêmica. As apresentações serão realizadas entre 12h e 14h, na Universidade Católica de Brasília, no Campus Taguatinga.
Dança como pausa na rotina acadêmica
No dia 2 de setembro, Claudiene Costa apresentará uma dança ao som de “Umbrella”, lançada por Rihanna em 2007. A escolha da música parte da mensagem de apoio presente na canção e da necessidade de criar momentos de descanso durante os congressos científicos. “Os momentos de relaxamento na vida acadêmica são poucos, acho importante aproveitá-los”, explicou Claudiene.
A pesquisadora também participa da programação do GP de Folkcomunicação. No dia 4, entre 16h e 18h, ela apresentará o trabalho “Lendas do Porto: folkmídia e experiência digital imersiva na atração ‘Porto Legends’”.
O artigo analisa uma experiência turística realizada na Alfândega do Porto, em Portugal, que utiliza projeções, efeitos visuais e recursos imersivos para apresentar narrativas lendárias associadas à cidade.
Rap brasileiro e angolano no palco
No dia 3, será a vez de Carlos Mossoró, o RAPentista. Professor da Universidade Federal de Rondônia, Carlos dividirá o palco com o rapper Zuruka Rosana Bronks e o Movimento Terceira Divisão. Existe ainda a possibilidade de a apresentação ser repetida no dia 4.
Zuruka construiu sua trajetória no hip-hop paulistano e está ligado ao grupo Rosana Bronks, surgido no Jardim Rosana, na periferia de São Paulo. O trabalho do rapper se relaciona à música negra, à vida nas periferias e às experiências sociais transformadas em narrativa por meio do rap.
O Terceira Divisão, por sua vez, é um movimento angolano de hip-hop de intervenção. Sua produção reúne música, formação política e críticas ao autoritarismo, aproximando o rap das mobilizações por liberdade de expressão e participação social em Angola.
A apresentação reúne, assim, artistas de diferentes territórios ligados pelo hip-hop. Carlos Mossoró atua nessa passagem entre pesquisa e criação artística: além de estudar o rap em países de língua portuguesa, também utiliza o ritmo como forma de expressão.
Do palco ao GP de Folkcomunicação
A relação de Carlos com a Folkcomunicação aparecerá de maneira mais direta no dia 5, durante a sessão “Estéticas negras, folk-ativismo e imaginário”, realizada das 10h às 12h.
O pesquisador apresentará o trabalho “Soy rebelde por defeito: o papel do rapper negro Bey como líder folk em meio ao cenário ditatorial da Guiné Equatorial”. O artigo discute a atuação do artista como mediador de experiências, insatisfações e posicionamentos políticos em um contexto marcado por restrições à liberdade de expressão.
A passagem entre o Palco Aberto e o GP não transforma as apresentações artísticas em extensões dos artigos. Mostra, porém, que as relações entre comunicação, experiência e cultura também podem aparecer para além da exposição acadêmica: na dança escolhida como intervalo, no rap transformado em crítica e no corpo que ocupa o palco.



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