
Utopias subterrâneas: contracomunicação e resistência nos fanzines punks brasileiros
Yuri Silvestre Bruscky
2015
Heitor Costa Lima da Rocha
Orientador(a):
Esta dissertação tem como objeto de estudo os fanzines punks editados no Brasil entre os anos de 1981 e 1985. Buscou-se pôr em relevo a importância dessas publicações amadoras não apenas no processo de amadurecimento do movimento punk no país, mas também no empoderamento discursivo de sujeitos historicamente destituídos da condição de agentes comunicativos. A partir de interseções traçadas entre o referencial teórico da Folkcomunicação e os da Teoria Crítica e dos Estudos Culturais, esses veículos são abordados como instância privilegiada de discussão no interior do movimento, a partir da qual os punks construíram uma visão questionadora das informações difundidas pelos meios de comunicação de massa e da sua condição de excluídos. Através de inflexões críticas nas cadeias de formulação de sentido hegemônicas, elaboraram estratégias comunicativas de visibilidade, que os impulsionaram a um campo de ação social mais efetivo, e diferenciaram os punks enquanto grupo social subalterno, dos estratos pautados pela ideologia da sociedade do consumo.
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