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Senac aborda o turismo brasileiro no I Folkcom

12 de ago. de 1998
3 min de leitura

Atualizado: há 1 dia

Autoria original: Conceição A. Sanches


O gerente corporativo do Centro de Educação em Turismo e Hotelaria do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), professor Luiz Gonzaga Godoi Trigo, esteve presente no 1 Folkcom e falou sobre o trabalho que o Senac desenvolve. Abordou ainda questões relativas à apropriação do folclore pelo turismo.


O Senac


O Senac é uma instituição de caráter privado, pautada pela preocupação em contribuir para a superação dos problemas sociais e econômicos do país, por meio de adequada capacitação profissional de trabalhadores para as áreas de comércio e serviços. É uma organização sem fins lucrativos, criada em 1946 por empresários do comércio e mantida pelas empresas do setor que destinam 1% do total de suas folhas de pagamento para sua manutenção.


Atualmente, o Senac atende 1945 municípios, possui 587 unidades escolares, emprega 13.885 professores, instrutores e agentes, tendo atendido, em 1997, a um total de 1.680.961 alunos matriculados nos diversos cursos que oferece. Mais informações: http://senac.br.turismo.htm.


O Centro de Educação em Turismo e Hotelaria do Senac


O professor Trigo esclareceu que o Centro de Educação em Turismo e Hotelaria é uma unidade especializada do Senac de São Paulo que mantém convênios e intercâmbios com instituições internacionais, como o CHRIE - Council on Hotel Restaurant and Institutional Education, Cornel University, Hocking College e o CIA-The Culinary Institute of America, nos Estados Unidos. O Centro possuí um completo acervo sobre Turismo e Hotelaria e dispõe de pessoal especializado para oferecer assessoria e consultoria nessa área.


Salientou que o Senac oferece cursos em diversos níveis, e dispõe de infra-estrutura adequada ao treinamento profissional, tanto na sede em São Paulo, como nas duas unidades educacionais, localizadas a aproximadamente 200 quilômetros, em Águas de São Pedro e Campos do Jordão. No Centro de Educação em Turismo e Hotelaria os alunos realizam estágios práticos e os profissionais que atuam no setor têm a oportunidade de reciclagem e atualização.


Folclore, Turismo e Educação


Demonstrando a postura crítica de educador experiente, o professor Trigo pondera que as polêmicas que se levantam, no sentido de considerar que o turismo explora os fatos folclóricos visando exclusivamente os interesses de pequenos grupos, devem ser encaradas, levando em consideração os aspectos históricos de nossa formação cultural, que sempre foi de exploração.


Além disso, lembra que nosso país, apesar do imenso potencial turístico inexplorado que possui, ainda se vê inserido numa realidade de terceiro mundo, em que a mão de obra qualificada para o setor é escassa, em decorrência de falhas no sistema educacional, Nesse sentido, ressalta que os cursos oferecidos pelo Senac têm se esforçado por cumprir a demanda, pois estão entre os mais concorridos pelos estudantes.


Segundo ele, o turismo pode ser uma excelente oportunidade de retirar um enorme contingente de brasileiros do estado de miséria em que hoje se encontra, mas para que isso ocorra é necessário que se implementem medidas conjuntas em quatro frentes: infra-estrutura, marketing e modernização da legislação vigente e, sobretudo, na formação de profissionais.


Professor da PUC-Campinas, Trigo é também membro de associações internacionais de turismo, ex-diretor de turismo da Prefeitura de Campinas e autor de diversos livros sobre o assunto, dentre os quais destaca-se seu último trabalho A Sociedade Pós-Industrial e o Profissional em Turismo, no qual aborda os assuntos referentes à área de Turismo considerando as perspectivas globalizantes. Suas publicações anteriores são Cronologia do Turismo no Brasil (SP, CTI/Terra, 1991), Turismo e Qualidade - Tendências Contemporâneas (Campinas, Papirus, 1993) e Turismo Básico (SP, Ed. Senac, 1995).


Conceição A. Sanches é professora e mestranda em Comunicação Social da UMESP.


Fonte: Enfolkcom, outubro de 1998, pp. 44–45. Revista produzida por alunos do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), com a cobertura da 1ª Conferência Brasileira de Folkcomunicação, realizada de 12 a 14 de agosto de 1998.


Esta republicação integra o acervo histórico da Rede Folkcom. A data de publicação deste post corresponde à abertura da conferência, em 12 de agosto de 1998.


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