
Anais da Conferência Brasileira de Folkcomunicação
E quando o folk é cyber? As criptomoedas como expressão da cyber-folkcomunicação
André Torres; Andréa Ferraz Fernandez
GT 3 — Conteúdos da Folkcomunicação
O artigo apresenta um panorama da cultura hacker e suas transformações, cujo início deu-se na década de 1950 e que se estende até hoje. Dessas transformações, surge o cyberpunk – a maior contracultura digital dos anos 80, bem como o cypherpunk, subcultura valorizadora da privacidade e que culmina na criação das criptomoedas – moedas digitais descentralizadas. A observação dessas expressões culturais, revela que produzem formas de comunicação, mitos, tradições e folclore próprios, o que as aproxima da Folkcomunicação, teoria da comunicação desenvolvida pelo brasileiro Luiz Beltrão. É visto, contudo, que expressões próprias de culturas essencialmente endêmicas do ciberespaço, possuem uma diferença frente à folkcomunicação tradicional, onde a comunicação popular faz o uso das diferentes mídias para atingir seus objetivos. Como cultura endêmica da cibercultura, essa já utiliza nativamente a internet como meio de propagação e atuação, para daí então extrapolar suas ações para o mundo físico. A isso, propõe-se conceituar como Cyber-Folkcomunicação.
Palavras-chave:
folkcomunicação, criptomoedas, bitcoin, cypherpunk, hacker
