
Anais da Conferência Brasileira de Folkcomunicação
Literatura, teatro, rádio comunitária, audiovisual e cinema documentário nas histórias de vida de trabalhadoras e trabalhadores rurais sem terra do MST: (re)criação cotidiana de práticas discursivas comunicacionais e culturais
Andrea Paula dos Santos
Conferências e painéis
Nosso objetivo neste artigo é apresentar alguns resultados e análises parciais de uma pesquisa desenvolvida sobre as práticas discursivas de trabalhadoras e trabalhadores rurais sem terra do Movimento Sem Terra (MST), especialmente as articulações entre formas de comunicação e expressões culturais e seus papéis na recriação de novos sentidos para suas histórias de vida e para as lutas sociais e políticas no contexto da globalização. Queremos ressaltar a existência contínua da construção de farta documentação histórica e da afirmação de novas identidades individuais e coletivas. Nesse sentido, partimos do pressuposto de que a análise das práticas discursivas em torno da literatura política, do Teatro do Oprimido e da criação radiofônica e audiovisual e da apropriação do cinema documentário nas histórias de vida de trabalhadoras e trabalhadores rurais sem terra do MST podem proporcionar intensa reflexão acerca como tais práticas discursivas recriam novas relações comunicacionais, identitárias e de poder no cotidiano do movimento social e de sua luta pela reforma agrária do ponto de vista de pessoas comuns.
Palavras-chave:
MST, trabalhadores rurais sem terra, literatura, teatro, rádio, audiovisual, cinema documentário, práticas discursivas, folkcomunicação
