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O lambadão em cuiabá e várzea grande

Sandra Maria Rosa

2016

Yuji Gushiken

Orientador(a):

Este trabalho investiga o surgimento e funcionamento do circuito cultural do lambadão, gênero musical popular urbano produzido na região da Baixada Cuiabana, e as transformações pelas quais o gênero vem passando nas últimas décadas. Trata-se de um circuito que envolve casas noturnas especializadas na promoção de eventos do gênero em Cuiabá e Várzea Grande. A pesquisa apresenta, inicialmente, a história das primeiras bandas e segue listando e registrando as que continuaram na propagação do gênero até as mais novas gerações. Dados parciais indicam que algumas bandas atuam, em maior ou menor intensidade, na Baixada Cuiabana. O que identificamos como circuito cultural do lambadão inclui, além das festas de santo, eventos e o funcionamento de casas noturnas específicas do gênero. Na dimensão comunicacional, notam-se práticas midiáticas por meio da gravação de CDs e DVDs, uso de ferramentas tecnológicas como redes sociais ou sites da internet, que possibilitam a divulgação da música num espaço geográfico além da Grande Cuiabá e a reprodução do gênero ao longo do tempo. Norteiam tais estudos os instrumentais das “hibridações culturais”, de Nestor García Canclini, e da “folkcomunicação”, de Luiz Beltrão. Instrumentais mobilizados especialmente para a compreensão das atitudes dos públicos urbanos, que criam suas próprias manifestações culturais e reinventam seus ritos de vinculação social. O método de aproximação empregado foi de pesquisa de campo com entrevistas semiestruturadas, além de estudos bibliográficos, registros fotográficos e observação não participante. Com o andamento da pesquisa, foi observado que o Circuito está se ampliando nas mais diversas formas, tanto com a abertura de novos espaços na capital Cuiabá, ou mesmo em Várzea Grande, onde o Circuito já estava consolidado. Estes novos espaços incluem até mesmo restaurantes, que aos finais de semana se transformam em casas de shows. Nesse sentido, destaca-se o surgimento de diferentes grupos de apreciadores do gênero, seja via facebook, whatsapp ou aqueles que formam fã-clubes de determinadas bandas, além dos que se organizam e fazem camisetas personalizadas que os identificam nos eventos. Desta forma, se percebe a força que o gênero vem alcançando com o passar do tempo em toda a Baixada Cuiabana.

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