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Folkcomunicação na imprensa de referência: um sentido: popular da copa do mundo de 2014 no jornal zero hora

Marcel Martins

2017

Beatriz Dornelles

Orientador(a):

Nesta tese problematiza-se a construção de um sentido popular da Copa do Mundo de

2014, no Brasil, pelo jornal Zero Hora, da cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do

Sul. O objetivo geral do estudo é compreender como Zero Hora construiu, por meio da prática

da folkcomunicação em seus textos, um sentido popular para o megaevento esportivo durante

o período de realização da competição no país, entre 12 de junho e 13 de julho de 2014. A

metodologia utilizada é a da “análise de conteúdo”, de Laurence Bardin. Investiga-se o

“Jornal da Copa”, caderno especial de Zero Hora, criado para a cobertura e a tematização do

acontecimento, com circulação nas edições diárias de ZH, do dia 12 de junho a 14 de julho de

2014. A análise apresentada é produto da exploração de cerca de 300 textos entre notícias,

reportagens e crônicas. As matérias foram distribuídas em seis eixos temáticos – “jogos”,

“gente”, “Porto Alegre”, “protagonistas”, “Seleção Brasileira” e “polícia” –, que orientaram o

exame das estratégias comunicacionais de Zero Hora para a Copa de 2014. A hipótese de

trabalho, validada na análise, é a de que Zero Hora, como veículo jornalístico da imprensa de

referência, praticou um jornalismo popular, através de um processo de folkcomunicação. A

investigação apontou que o sentido popular da Copa do Mundo de 2014, projetado por Zero

Hora, foi o da integração da imprensa com o acontecimento e com o público do jornal,

principalmente com os leitores da seção de Esportes e com fanáticos ou apenas simpatizantes

do futebol, audiência potencial da competição. Zero Hora procurou promover a integração da

comunidade local como um todo ao megaevento esportivo pelo engajamento de seus

jornalistas na midiatização da Copa de 2014. A análise explicita a tentativa de uma união

mental da sociedade. Nossa pesquisa se sustenta, em âmbito epistemológico, no paradigma da

folkcomunicação, de Luiz Beltrão (1918-1986), posicionando-se na linha de estudos da

folkmídia, que explora os processos de apropriação da cultura popular pelos meios de

comunicação de massa.

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