
Cotidiano, Cultura Popular e Identidade na TV Comunitária Canal Capibaribe-PE
Waldelio Pinheiro do Nascimento Junior
2015
Henrique Paiva de Magalhães
Orientador(a):
Este trabalho busca relacionar as experiências dos jovens quilombolas adquiridas no ensino superior com o processo de desenvolvimento da Comunidade de Castainho, Garanhuns- PE, Brasil. Fundamentado na possibilidade de que os conhecimentos científicos relacionados com os saberes locais podem impulsionar e redimensionar ações que contribua para o desenvolvimento da comunidade. Nesta perspectiva lançamos o seguinte questionamento: Os conhecimentos apropriados na educação superior pela juventude quilombola contribuem para a construção do desenvolvimento da comunidade de Castainho? Para responder a esta indagação nos baseamos no método de pesquisa etnográfica com abordagem qualitativa. Neste sentido, a coleta de dados envolveu pesquisa bibliográfica em fontes diversas e diário de campo. Após a revisão da literatura aplicamos a observação e a entrevista semiestruturada com 05 (cinco) jovens da comunidade de Castainho, discentes da Unidade Acadêmica de Garanhuns e 01 (uma) liderança local. A sistematização dos dados coletados nas entrevistas foi feito através da análise de conteúdo que resultou seguintes categorias: a) Sentimento de pertença; b) Atores sociais; c) Educação e comunicação; d) Folkcomunicação para o desenvolvimento local. Para compreensão da Comunidade de Castainho sua localização e contexto histórico, contamos com as contribuições de Monteiro (1985), Arruti (2006), Leitão (2005) e Bauman (2001). Buscamos compreender as relações entre as pessoas de Castainho, no que se refere ao afeto pelo lugar, desta forma recorremos a Weber (2005), Souza (2002), Tuan (1980), Spinelli Júnior (2006) e Santos (1999). Com relação a formação educacional e formação social dos jovens, foco desta pesquisa, contamos com as contribuições de Freire (1983, 2006), Santos (2001), Oliveira (2006) e Elias (2001). No que se refere a juventude de Castainho e o contexto quilombola, nos baseamos nas concepções de Bourdieu (1983), Wanderlei (2007) e Leite (2000). Para tratar da experiência educativa da juventude na perspectiva da inclusão na social, nos fundamentamos nos entendimentos de Milton Santos (1996), Martín-Barbero, (2003), Ortiz, (2007) e Castells (2010). Quanto a folkcomunicação no cenário das desigualdades sociais e a relação interdisciplinar com a educação, nos baseamos nos seguintes autores: Beltrão (2001), Benjamin (2008), Hohlfeldt (2003) e Melo (2006), Lucena Filho (2009), Freire e (2006). No que se refere a juventude como atores sociais no processo de comunicação e educação para o desenvolvimento local, contamos com os subsídios de Canclini (1990), Rego, (2002), Bauman (2001), Trigueiro (2006) e Santos (2005). Entendemos o capital social como propulsor do desenvolvimento local. Nesse sentido buscamos as contribuições de Coleman (1994, 1995, 2001), Putnam (1994, 1995, 2001), Bourdieu (1998), Jara (1998), Franco, Buarque (1999), (2000), Jesus (2007) e Maciel (2012). Desta maneira compreendemos que a inserção dos jovens quilombolas na universidade e as ações desenvolvidas por eles com foco na educação e na comunicação vêm contribuindo para o redimensionamento do capital social, motivando a criação de projetos e aspirações da juventude local. Considerando a comunidade enquanto espaço de articulação dos saberes científicos com os saberes locais, fato que contribui para o desenvolvimento da comunidade. Entendendo que a melhoria da qualidade de vida é o que todas as pessoas residentes nesse espaço almejam.
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