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As criptomoedas como expressões endêmicas do ciberespaço

Andre Torres Da Silva

2017

Andrea Ferraz Fernandez

Orientador(a):

Pretendeu-se investigar o que são expressões endêmicas do ciberespaço e quais são suas características e impactos. Verificamos nas atuais experiências sociais da internet, que estas não se dão somente entre humanos e suas expressões - tecnologias e seus efeitos – mas que também há expressões que não são provenientes do mundo físico; que surgiram e só puderam existir por conta da própria existência do ciberespaço. Entretanto, mesmo com a existência de expressões culturais e comunicacionais que são endêmicas do ciberespaço e da cibercultura, nas leituras sobre as pesquisas acadêmico-científicas que tratam das manifestações e interações entre o mundo material e o digital, o que comumente se encontra são análises feitas sobre como a realidade material influencia a digital, ou seja, como expressões culturais e comunicacionais que surgem no mundo físico formam a camada externa da cibercultura – o oposto deste estudo. No âmbito deste, focou-se as criptomoedas, moedas digitais descentralizadas, possuidoras de um conjunto de características que demonstram essas expressões culturais nativas do ciberespaço e da cibercultura, onde, talvez o maior expoente disso seja o fato que a criptomoeda – além de possuir outras características intrínsecas - é tanto a informação em si quanto o meio em que ela se propaga. A partir desta colocação, foi proposto um desenho metodológico que teve início em uma revisão sistemática da literatura e se desenvolveu com o método hipotético-dedutivo, caracterizando-se também pelo viés exploratório, o qual revelou os impactos e efeitos que tais tecnologias estão produzindo na contemporaneidade. A base teórica utilizada para fundamentar o estudo nos levou à duas direções, que posteriormente se encontraram: a comunicacional, tendo como referência o trabalho de Marshall McLuhan, Robert K. Logan e Luiz Beltrão e, sob a perspectiva sociocultural, os de Pierre Levy e Manuel Castells. No ponto de vista econômico, foi utilizado a perspectiva do custo marginal zero, proposta por Jeremy Rifkin. Dessa forma, esperou-se apresentar como tais manifestações transbordam o ciberespaço e afetam diretamente o mundo físico no qual vivemos, tendo impactos reais que afetam a economia, política, cultura e educação de modo global, mas também local - cujos efeitos confrontam diretamente o status quo vigente - à ponto de o período contemporâneo ser chamado, por Jeremy Rifkin, de a Terceira Revolução Industrial.

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