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Flávio Santana

Pluralidades

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Sobre Vivência com Caranguejos

2025

Entre as raízes dos manguezais e as pontes para Aracaju

Essa obra abre uma fissura numa estrutura de apagamento e silenciamento, um eco da contestação de grupos humanos, uma tentativa de reorganização do território a partir de outras lógicas, outras epistemologias, tendo o mangue como palco principal e os corpos e mentes das marisqueiras e dos catadores de caranguejo como bibliotecas vivas.
Flávio Santana não se contentou em entender o caranguejo como produto midiático, que despertava o interesse no consumo e os seus diferentes usos. O autor foi em busca do que estava submerso, entocado, ou seja, os processos de sobrevivência, existência e resistência de grupos sociais do povoado Coqueiro, em São Cristóvão/SE, propondo ações de transformação para a concretização dos interesses da comunidade.
O autor entende que é preciso compreender as múltiplas identidades culturais ali presentes, as contradições sociais, o respeito às diferenças e a necessidade de fortalecimento das suas distintas formas de organização, já que as pequenas conquistas e as práticas de resistência aos processos de esquecimento do poder público se deram a partir desse sentido de pertencimento, princípios de cidadania e ideia de comunidade. Marisqueiras e catadores do Coqueiro se organizando poderão desorganizar essa estrutura de exclusão, apagamento e silenciamento imposta por setores dominantes da sociedade.

Sobre Vivência com Caranguejos

Rede Folkcom - 2026

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